Capitulo um. Chegada e comunicação em Élfico

 

             O avião estava quase a chegar ao aeroporto de João Paulo II em Ponta Delgada; ia ficar por algum tempo. João Moniz tinha casado, mudado de casa e oferecendo-me um quarto, até arranjar uma casa em Ponta Delgada.

            Em casa, ninguém acreditava; todos pensavam que eu estava no gozo. O único que acreditou em mim foi o Hugo. A minha mãe não sabia o que dizer aos familiares, não sabia se eu estava a dizer a verdade ou a mentir. Um dia, parti. Despedi-me de todos e parti, prometendo voltar no Natal.

           João Moniz, após tanto tempo, ainda estava robusto, vestindo uma camisola, calças de ganga e sapatilhas pretas, com cabelo e barba castanhos.

          Saí com a mochila para fora do aeroporto. João Moniz me esperava, e os nós os dois abraçamos e ele perguntou-me:

        - Como correu a viagem, André?

       - Correu bem, obrigado por perguntares.

       - Então vamos para casa, ainda tenho que fazer compras ou a Carolina mete-me fora de casa. – Brincou o João Moniz.

       Há muito tempo que eu falava com o João Moniz em élfico. Era como se estivéssemos a falar em códigos que só nós os dois entendíamos. Eu comecei a aprender sozinho a língua élfica e o João Moniz entrou na onda, tornando essa a nossa forma de comunicação.

João Moniz contou-me em élfico que estes dias estava muito frio, com chuva todas as noites, o que tornava as coisas ainda mais geladas.       Quando abrimos a porta do carro e entramos, colocamos os cintos e o João Moniz perguntou em élfico:

       - Prontos?

       - Sim, podemos ir. – Disse eu em élfico, muito feliz.

        Havia uma lenda urbana na família Moniz de que eu cheguei atrasado ao casamento do João Moniz, e o padre olhou com pouca simpatia, mas eu não me importei.

      - Não me importei muito, João. O que eu queria era cumprir o desejo teu e da Carolina de ser o teu padrinho. – Disse eu em élfico ao lado do João Moniz.

       - Sim, os meus pais contam isso. – Disse João Moniz em élfico. – O que interessa é que deste com a igreja e foi algo bonito de se ver.

        João Moniz estacionou o carro na sua casa em Ponta da Garça e entramos. Ele disse-me em élfico:

        - Bem-vindo à tua casa, meu amigo.

        - Obrigado.

 

                                                                        Continua….

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