O viajante no tempo

      Rúben acordou sem saber onde estava. O local estava escuro, mas o céu estrelado indicava que era noite. Sua cabeça doía, mas ele atribuiu isso à desorientação causada por uma possível viagem no tempo, algo que ele tinha lido em livros de ficção científica como "O Dia do Juízo Final" de Connie Willis. No entanto, o que ele estava experimentando parecia ser a realidade; ele poderia ser o primeiro homem da história a viajar no tempo. Em que ano ou século ele estava? Ele permaneceu deitado, tentando entender.
    Então, ele ouviu vozes, de um jovem da mesma idade que ele:
    - Mestre, há um jovem deitado no chão aqui - o jovem se aproximou de Rúben e perguntou ao "mestre" que estava mais distante - ele está vivo?
     - O que aconteceu, Leo? - perguntou uma voz suave. Rúben abriu os olhos e viu um jovem monge olhando para ele, tentando ajudar como podia. Logo depois, um monge mais velho e imponente, com uma longa barba e vestindo roupas de monge, se aproximou e dirigiu-se a Rúben:  
       - Como te chamas, meu amigo?
      - Sou Rúben Castro, senhor. E quem sois vós?
      - Não conheces o meu mestre? - o jovem que o ajudava parecia surpreso - Ele é Francisco de Assis.
      Rúben ficou pasmo. Ele estava em Assis, na Idade Média. Ele tentou se levantar, e as dores de cabeça haviam diminuído, deixando-o menos tonto. Foi quando São Francisco fez a pergunta suavemente:
         - De onde és, meu amigo?
        Rúben pensou brevemente que era do futuro, mas, em vez disso, respondeu com cuidado:
       - Sou de muito longe, meu amigo.
      - Vem, Leo, ajuda-o. Vamos levá-lo connosco - disse São Francisco - Ele será nosso convidado esta noite.
     - Estamos em Assis? - perguntou Rúben a Leo.
     - Não, senhor. Estamos nos Montes Alverne, onde o mestre vem para orar ao Senhor. 

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