Avançar para o conteúdo principal
capitulo treze - O segredo desvendado.
- Suneo, Takeshi, Okinawa eu sou irmão do
Rodrigo.
- Ele
vai ficar supercontente ele só falava nisso.
-
Não por favor. – pediu o Ricardo - Quando eu achar a hora eu conto.
12 de Março de 2011
Ricardo caminhava pelo meio das
vítimas, das pessoas desesperadas para encontrar os seus familiares com vida,
ele se sentou num canto do hospital e pegou no telemóvel que o medico lhe deu e
ligou um número e esperou:
- Estou sim. – falou a Teresa.
- Meu amor eu estou bem e vivo. –
disse a chorar o Ricardo.
- Família é o Ricardo ele esta bem
– ela depois lembrou-se do seu marido e perguntou. – o que aconteceu? Aonde
estás meu amor?
- O Rodrigo é meu irmão verdadeiro e
ele salvou a minha vida, a vida de todos.
Depois de falar com a família pousou
o telemóvel e chorou encostado a parede, apareceu o Suneo que o tentou abraçar
e ele recusou, mas depois aceitou, mais tarde estavam os três abraçados a
espera de notícias do Rodrigo.
- Sr. Ricardo Santos.
- Sou eu. – disse Ricardo se
levantando.
- Rodrigo Moniz está bem, só
precisa mesmo de descansar.
1 de
Abril de 2011
A televisão não saia da SIC
noticias com as notícias da tragedia, a sra. Moniz dormia a base de acalmantes
no sofá, o sr. Moniz tentava arranjar as coisas da casa para se entreter.
- Cheguei!
Disse a Lurdes entrando em casa com
as sacas das compras, o pai perguntou se havia alguma novidade, ela disse que
não, por ela ia até ao Japão saber do irmão.
- Vou fazer o almoço, como está a
mãe?
- A dormir ou se não enlouquece –
disse o pai.
Mexeram na porta, a sr. Moniz
despertou e se levantou e perguntou se era o Rodrigo e uma vez conhecida, mas
muito fraca respondeu.
- Sim, mãe sou eu.
A Sra. Moniz a cambalear corre para
os braços do filho que gemeu de dores e disse beijando-a.
- Mãe calma, eu ainda agora saí do
hospital.
A mãe do Rodrigo olhou para o Ricardo
e sorrindo o abraçou, agradecendo por tudo, ele segurando no Rodrigo agradeceu
e o levou para o quarto.
Quando ele saiu estava tudo a espera
dele, Ricardo ficou sem jeito, todos queriam saber o que aconteceu no dia 11 de
Março no Japão, ele só respondeu:
- O que precisam de saber é que o
Rodrigo é um heroi, ele salvou-me e salvou os seus amigos Japoneses, arriscando
a sua própria vida.
- Só isso? Soubemos que tens o mesmo
sangue do Rodrigo, como é possível?– disseram todos olhando para ele.
- Vou ver se o Rodrigo precisa de
alguma coisa.
- Pira-te copia pirata do Rodrigo, eu
tomo conta do meu irmão. – disse a Lurdes empurrando o Ricardo e entrando no
quarto.
A partir desse dia o Ricardo seria
acarinhado pela Lurdes como a copia pirata do Rodrigo, ele sorriu e disse que
ia avisar a namorada do Rodrigo a Rita.
A Rita entrou de relance no quarto e
olhou para o Rodrigo deitado na cama, lagrimas caíram pelo o rosto dela e
abraçou-se a ele que gemeu de dores e ela pediu desculpas.
- O Ricardo é meu irmão
gémeo.
- Sim tu sempre achaste isso. –
disse a Rita.
- Eu não acho isso, nós somos
mesmo. – contou o Rodrigo. – eu no hospital precisava de sangue e sabes que o
meu é muito raro.
- Sim eu sei, por isso não podes
dar sangue. – disse a Rita. – o teu medico disse que em 1 milhão só existe um
com o teu sangue, qualquer coisa assim.
- Esse 1 era o Rodrigo, foi ele que
me deu sangue e salvou a vida. – Rodrigo sorriu. – Chegamos a Portugal e eu e o
Rodrigo decidimos desvendar o segredo e fizemos o DNA e somos irmãos.
- Como te sentes? Bem, tu sabes do que
falo.
- Muito contente, eu queria ser
irmão do Ricardo, mas triste porque esta família não e a minha verdadeira família .
- E o que interessa o sangue, foram
eles que te criaram, vais lhes contar? – perguntou a Rita.
- Eu não sei.
(Silêncio dos dois)
Comentários
Enviar um comentário