Capitulo quatro - A família do Rodrigo
Mãe
o que aconteceu no dia do meu nascimento?
O
que te deu para queres saber assim tão de
repente?
Rodrigo não
queria magoar a mãe, mas desde que descobriu o seu amigo Ricardo no avião para
os Açores que as perguntas não saiam da sua cabeça o que Aconteu no dia 9 de Agosto de 1976.
- Chega, se era para vires
com essas ideias mais vale não teres ido aos Açores. – disse a mãe do Rodrigo farta
de tantas perguntas. – Eu parite e eles te entregaram nos meus braços.
Que
até a mãe não me reconheceu, pensou o Rodrigo, mas em vez disso saiu do
quarto, entrou no seu quarto e deitou-se na cama onde no tecto tinha um poster
do seu heroi preferido do filme do Batman de 1989.
As mensagens da foto iam já num
milhão de visualizações tal como os gostos, nunca na vida uma foto dele teve
tanta visualização nas redes sociais.
No jantar estava um silencio
de cortar a faca, o seu pai farto perguntou ao Rodrigo:
- Como esta o Mendes?
- Bem! Ele tem tudo lá nos
Açores só lhe falta uma namorada. – brincou o Rodrigo.
- Ele quando era adolescente
nunca saia de aqui, agora foi para os Açores, o lugar que tu tanto querias ir.
– disse o seu pai.
A mãe do Rodrigo não estava a
gostar da conversa porque metia a palavra “Açores” o pai do Rodrigo segurou a
sua mão e perguntou:
- Como se chama o rapaz que é
parecido contigo?
- É o Ricardo,
- Incrível – disse o pai do
Rodrigo. – teres alguém parecido contigo mesmo nos Açores.
- O Pastor da igreja quer fazer
uma feirinha, por isso metam o que não precisam numa caixa para vender e claro
que receberam o dinheiro do que venderem. – disse a mãe mudando de conversa.
Os pais do Rodrigo eram
protestantes, e o Rodrigo todos os domingos ia a missa da sua igreja tocar no
piano, por isso os amigos o convidavam para ir a um bar ao sábado a noite e ele
dizia que se tinha de deitar cedo.
Rodrigo sabia que a sua mãe tinha
mudado de assunto, para não falarem no Ricardo, o que raios se passou no dia do
seu nascimento, o que a sua mãe escondia ou esconderam da sua mãe. Porque
sabendo que era seu desejo ir aos Açores desde que se lembra como gente nunca o
levaram lá?
- Mãe eu vou trabalhar para a
escola Francisco Torrinha como professor de História.
- Para a Foz do Douro na cidade do Porto?
- Sim.
- Não havia uma escola mais perto
de aqui da cidade de Coimbra? – perguntou mais uma vez a mãe. – Foz do Douro é
tão longe.
- Duas horas da nossa cidade de
Coimbra e não sou eu que escolho mãe, mas sim o ministério da educação.
- Está bem, então só vens jantar?
- Mãe não stresses antes do
tempo. – riu-se o Rodrigo, abraçando-a e dando um beijo.
Continua...
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