capitulo onze - O sonho promontório do Ricardo.
No dia seguinte o Ricardo morria de
cansaço porque eram enormes as escadas até ao templo Budista, quando chegaram
já estava lá o monge do templo a varrer as folhas da entrada ele sorriu para o
Ricardo e o Rodrigo e disse em japonês
-
Posso ajudar?
-
Pode-nos benzer o meu amigo precisa de bênção. – pediu o Rodrigo.
-
Claro vamos já para o templo. – disse o monge.
Um
Buda de madeira vestido com uma manta cor de laranja estava a a frente do
Ricardo e do Rodrigo e rezaram em quanto
o monge dizia uma reza budista, Rodrigo abriu os olhos e viu lágrimas nos olhos
do Ricardo e achou que devia ter perguntado o que Ricardo teria sonhado naquela
noite, como Rodrigo morria no seu sonho, que sonho e que aviso era aquele? o
monge olhou para Ricardo e perguntou:
-
O que te preocupa meu bom homem?
-
Tenho medo muito medo
Foi
a única coisa que o Ricardo conseguiu dizer chorando, Ricardo desceu as escadas
sozinho depois de falar privadamente com o monge, o Rodrigo ia com o Ricardo
olhando para ele ansioso que lhe contasse o que Ricardo falou com o monge mas nada lhe disse. Ricardo caminhou calado, soube bem falar com o monge mas o medo
ainda se tinha mantido em Ricardo.
Rodrigo
achou bonito ver monges budistas nas beiras dos campos, Ricardo rezou a todos,
o Rodrigo ia a frente tirando fotos a todo eles, pessoas das aldeias que por Ricardo
e Rodrigo passavam diziam bom dia, e Ricardo e Rodrigo diziam obrigado, Ricardo
olhou para o céu estava azul, chegaram ao hotel e as termas o Suneo veio ter
com o e Rodrigo e pediu
-
Tens um cigarrinho?
-
Eu deixei de fumar. – Disse o Rodrigo.
-
Desde quando?! – perguntou admirado o Suneo.
-
Desde que vim para Portugal os cigarros são caros e fazem mal, devias fazer o
mesmo. – tentou explicar ensinando o
Rodrigo.
-
Se não tens eu peço ao Okinawa ou ao Takechin. – disse fazendo uma careta o
Suneo.
-
Ou começas a comprar, nós não temos que financiar os teus vícios. – falou áspero
o Rodrigo
-
Esquece que te pedi ok? – falou o Suneo.
-
Com gosto. – disse o Rodrigo.
-
Hei rapazes deem-se bem. – pediu o Ricardo
-
Tens razão Ricardo…Suneo! – chamou o Rodrigo.
-
Sim?! – disse o Suneo.
-
Desculpa. – pediu o Rodrigo.
-
Desculpas aceites. – aceitou o Suneo,
Foram
depois de comer todos juntos a uma feira japonesa, todos disseram só ver e não
comprar nada, mas a coisa mais engraçada, dava um bom presente para oferecer a
família vieram com muitas compras, Ricardo nem sabia quantos yen tinha.
Ricardo quando dormia via o mesmo sonho seria
um aviso divino o que Deus lhe queria avisar, tentou esquecer mas ver ali o
corpo do Rodrigo fez lhe estremecer e lágrimas caíram pelo seu rosto esquecendo
do que me rodeava, Rodrigo pensou não ir a costa de Sendai,
então juntou os seus amigos japoneses e falou
-
Malta vamos regressar a Tóquio e não vamos a Sendai?
-
O quê, mas tem os de ir. – disse aflito o Suneo.
-
Sim eu prometi visitar os meus avôs. – disse o Takeshi
-
Porque não queres ir? – perguntou o Okinawa,
O
Rodrigo respirou fundo e falou do sonho do Ricardo eles olharam para o Rodrigo
e ficaram preocupados.
O
Ricardo pensou só irem eles e ele ir com o Ricardo para Tóquio, mas não deixaram Rodrigo e Ricardo não irem, sem eles não era a mesma coisa.
Rodrigo
sentou-se ao lado do Ricardo e respirou fundo e perguntou:
-
Estás bem amigo?
-
Sim estou bem um pouco preocupado. – repetia a mesma coisa o Ricardo.
-
O que sonhas?! Explica-te por favor. – perguntava o Rodrigo para poder
compreender,
Ricardo
respirou fundo e falou:
- Ok Rodrigo eu acredito. – disse o Ricardo.- Vejo uma onde que destrói toda essa cidade a onde vamos , depois estamos no fundo e vejo um corpo, fui ver quem era e eras tu a boiar no fundo do mar.
-
Credo Ricardo…mas é só um sonho, eu juro que nada de mal me acontecera nem a
ti.
-
Ok amigo eu acredito. – disse Ricardo limpando as lagrimas.
O
Rodrigo entrou no quarto a onde Ricardo estava sentado de Quimono japonês e ele perguntou:
-
Então o que ficou decidido?
-
Nós vamos para Sendai….vá lá nada vai acontecer confie em mim. – respondeu o
Rodrigo
-
Rodrigo isto pode ser um aviso de Deus….merda vamos então se morrermos que se
lixe.
-
Não diga isso amigo proíbo-lhe…vamos manter-nos unidos
-
Desculpa. – pediu o Ricardo mais calmo.
Continua...
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