capitulo doze - 11 de Março de 2011
- Chegamos a Sendai malta.
- Que cidade bonita.
- A cidade dos meus antepassados.
Ricardo ao saber aonde estava apertou as mãos
com força.
Sendai pelo livro
do Japão que o Ricardo tinha dizia que é a
capital da província de Miyagi, no Japão, e a maior cidade da região de Tohoku. Localiza-se na costa nordeste da ilha de Honshu, numa estreita
faixa costeira entre o Oceano Pacífico e uma zona montanhosa. Tem
cerca de 1 313 mil habitantes. Em
2003 a população estimada da cidade era de 1 020 676 e uma densidade de 1
302,65 h/km². Tem uma área total de
783.54 km². Tem os
seguintes bairros: Aoba-ku, Miyagino-ku, Wakabayashi-ku, Taihaku-ku e Izumi-ku. Ricardo viu que a cidade era igual ao seu sonho, o Okinawa dizia que
estava ansioso por provar a iguaria de lá que língua de vaca grelhada e fatiada
finamente; sasakamaboko um tipo de enchido de peixe envolto numa folha; e zundamochi
bolas de mochi (arroz cozido) servidas com massa de edamame verde brilhante, Ricardo fez má cara mas também ele nunca provara olhou
para o relógio era 10 de Março, foram para casa dos avós do Takechin que pelo
que o Rodrigo contou ao Ricardo eles mimavam também como neto chamavam ao
Rodrigo também de neto. Amanhã estava
planeado uma visitar a costa costeira porque havia lá um bom restaurante, ao
Ricardo os avós do Takechin chamavam-lhe Ricardo mas em japonês, a casa era
acolhedora o Rodrigo disse que passava aqui em Sendai as férias com os seus
amigos.
Ricardo ficou admirado quando viu avó do Takechin uma senhora idosa
pequena e o avô um senhor alto com óculos sorridentes, eles foram muitos
simpáticos com Ricardo e achou que o difícil foi falar com eles em japonês.
O jantar foi agradável e tentando perceber os senhores Minamoto, Ricardo
já estava habituado a comida japonesa e perceber o japonês que o Rodrigo falava
com todos, que o Ricardo não percebia nada, mas Ricardo tentando pelo menos
concentrar-se na comida dois peixes, arroz e um molho que era delicioso, a
meses no Japão o Ricardo aprendeu a comer com os pauzinhos.
De noite Ricardo não dormia tinha medo de adormecer e sonhar com aquela
cidade de baixo da água e o Rodrigo no fundo do mar, Ricardo acabou por adormecer
e quando acordou era de manhã o Rodrigo tinha já tinha saído da cama e era o
dia temido, 11 de Março de 2011.
Na manhã seguinte todos do grupo acordaram
e o dia parecia ainda mais esquisito para o Ricardo, na vizinhança dos avós do
Takeshi não se falava de outra coisa, que o dia ia ser muito esquisito.
- Algo de ruim pode estar por acontecer!!
– exclamava um velho num canto – ofendemos os Deuses, vamos ser castigados.
- Ele deve estar com um parafuso a
menos! – disse o Suneo – vamos visitar a cidade costeira.
Aquelas palavras do velho faziam ao
Rodrigo lembrar as palavras do Ricardo e olhou para ele sem tocar no assunto. Queria
pegar no carro e ir com eles para casa, salva-los deste aviso, mas Rodrigo não
sabia o que estava realmente acontecer ou ia acontecer.
Foram a costa marítima de Sendai e viram
as bancas com coisas de artesanato, o Suneo observava tudo perguntando:
- O que oferecer aos meus pais que já tem
tudo?
(…pausa) ouviu-se gritos de pânico, o
Ricardo perguntou o que seria aqueles gritos, o Suneo foi ver o que seria indo
até ao local, mesmo o Ricardo pedindo para ele ficar com o grupo.
- Corram pelas vossas vidas! – gritou o
Suneo– porque não ouvi o raio do velho
Rodrigo viu uma onde enorme a varrer
tudo, pessoas e bancas, toda a agente fugia aflita, Rodrigo ficou petrificado,
deixou de ver tudo a sua volta, quando leva um estalo do Ricardo que segurou
a mão do Rodrigo com força e olhou para
ele como a lembrar-lhe “eu bem te avisei disto”. Rodrigo pensou que agora não
ia ver a sua família, os seus sobrinhos que tanto amava como filhos, a sua
namorada Rita que estava prestes a casar com ele. Quando começaram a correr uma
onda os levou.
No fundo da água suja Rodrigo tentava
não largar a mão do Ricardo, mas a força era tanta que Ricardo se separou e foi
levado. Rodrigo deixou-se morrer ali no fundo do mar, viu a sua vida a passar a
frente, depois ouviu o choro dos seus sobrinhos, da sua namorada Rita e algo
dentro do Rodrigo lhe dizia que ele ainda podia salvar o Ricardo e os seus
amigos. Rodrigo ganhou forças e foi a superfície e subiu a um carro que andava
as derivas e viu o Ricardo deitado sobre ele segurando sem forças a mão do
Suneo, Rodrigo gritou ao Ricardo e tentou segurar a sua mão e conseguiu e
ajudou o Suneo a sair do mar frio e mentiu, mas naquela altura parecia verdade
para o Rodrigo.
- Vai tudo correr bem Ricardo nós
vamos nos salvar.
Quando bateram contra um tronco o Ricardo
se desequilibrei e caiu ao mar e tentou ver o carro e gritou pelo o Ricardo e o
Suneo de repente veio outra onda e do resto não se lembro mais.
- Consegue ouvir-nos? – perguntavam
uns japoneses que veio salvar o Rodrigo– como o senhor se chama?
- Os meus amigos? – perguntou Rodrigo fraco
em Japonês. – eu preciso deles.
Rodrigo lembra-se de ver o rosto do
Ricardo e do Suneo e se levantar desequilibrando o barco e ficar outra vez
inconsciente.
Eles devem de ter dado algum calmante
ao Rodrigo porque do resto não se lembra mais do que aconteceu, depois quando
acordou viu o Ricardo com um braço ao peito e um curativo na testa.
- Tu tens uns sobrinhos que te adoram
até agora não pararam de te ligar. –
disse o Rodrigo. – mas por agora descansa, depois falas com eles.
Rodrigo voltou a adormecer. Depois foi
transferido para o hospital de Tóquio aonde ficou uma semana e depois lhe deram
alta e ele e o Ricardo regressaram a Portugal.
Continua
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