Capitulo cinco - Claire da Lune

 
             Rodrigo foi para o quarto e deitou-se metendo o computador em cima da barriga e foi ver o Facebook do Ricardo, ele era casado, tinha dois filhos, uma esposa e um cão, por incrível que pareça um S. Bernardo, incrível porque era a sua raça preferida e ele também tinha um o Sebastião que entrou todo trapalhão e saltou para a cama, Rodrigo tirou uma foto e mandou para o Ricardo perguntando:

Eu também tenho um S. Bernardo.
Este é o Sebastião e teu como se chama?
 
       Nada do Ricardo, quando ele escreveu e mandou uma foto com mensagem, era ele com o seu S. Bernardo.

Este é o meu companheiro Leonardo.
Como estás Poirot?
 
            Rodrigo escreveu logo a resposta e mandou:
 
        Estou bem e tu?
 
                  Ricardo escreveu que estava bem, que estava agora a ver o seu Facebook e o Rodrigo fez uma careta ao escrever que também via o seu Facebook. 
 
           Eu posso ser rude, mas gostei muito de te conhecer Poirot, não sei porque somos uma foto copia um do outro, mas eu me simpatizei contigo.  Podemos ser amigos se é isso que desejas.
 
             Rodrigo limpou as lagrimas ao ler a mensagem do Ricardo e escreveu.
 
                 Sim eu vou adorar ser teu amigo, talvez um dia descobrimos porque somos tão parecidos.
 
              Ricardo escreveu e mandou:
 
           Por isso chamo-te Poirot 😉
         
                  Rodrigo ia escrever, mas o Ricardo escreveu primeiro:
 
            Até amanhã a mesma hora?
 
                    Rodrigo apagou o que ia escrever e voltou a escrever
 
             Sim até amanhã a mesma hora.
 
                    Margarida era o nome da esposa do Ricardo, ela adorava o seu sotaque açoriano, como ela tinha vindo de Leiria para estudar nos Açores adorava o sotaque do Ricardo mesmo da terra. Eles se casaram e tiveram os filhos o João e o Ruben e ele trabalhava numa escola como professor de música e a Margarida como funcionaria dos CTT de Ponte Delgada. Ele diz que adora ir busca-la na hora do intervalo para irem almoçarem juntos. Gostava de ouvir AC DC a cantar as músicas no carro para casa no que deixava envergonhado os dois filhos. Seu super heroi preferido era o Homem Aranha e o Heroi era o Batman. Seu filme preferido era o Titanic e a sua música preferida de todos os tempos era comfortably numb do CD dos Pink Floyd ao vivo Pulse.
             Escrevia num blogue o que pensava, porque adorava escrever.
         - Do que gostas de escrever? – perguntou o Rodrigo.
           - Do que penso normalmente. – respondia o Ricardo e perguntou. – E tu o que fazes na vida?
              - Bem sou solteiro, tenho namorada e já pensamos em casar, que mais, sei tocar a viola da terra dos Açores, adoro musica clássica, por mim vivia na Casa da Música, adoro cantar Guns and Rose bem alto quando estou com os meus sobrinhos, filhos da minha irmã Lurdes, o meu super heroi preferido é o Super Homem e o meu heroi é o Batman e claro o Capitão Falcão, o Heroi Tuga.
            - “Somos Portugueses, não precisamos de planos” aahhh. – riu-se o Ricardo dizendo uma frase do Capitão Falcão.
            - Exatamente! – disse o Rodrigo.
            - Sabes tocar viola da Terra?! Um dia tens que me mostrar esse teu dote, eu que sou da terra acho muito difícil.
          - Sei tocar “Depois da Saudade” do João Moniz ele é de ai dos Açores.
          - Uau, tu gostas mesmo dos Açores, mais do que eu.
          - É uma paixão que tenho desde pequeno. – disse o Rodrigo.
         - Eu li que para sermos parecidos quer dizer que numa outra vida podemos ter sido irmãos gémeos.
          - És Budista? – perguntou o Rodrigo. – Eu sou cristão, mas não sou católico, mas sim protestante.
        - Eu sou Budista só isso, mas não sigo o Dalai lama.
         - Ok, eu também não sigo o Papa, mesmo gostando do Papa Francisco.
        - O mesmo.
        Assim começou uma amizade entre o Rodrigo e Ricardo, Rodrigo queria saber a verdade, mas o Ricardo dizia para esquecer, serem simplesmente amigos.
         - Por favor esquece, não chateies os teus pais com este assunto, eu não chatearei os meus, prometes? – perguntou o Ricardo.
         - Sim prometo.  
           - Ótimo. - Rodrigo recebeu fotos e o Ricardo escreveu – São os meus filhos o João e Rúben, os meus maiores tesouros.
           - Estes são os meus sobrinhos, os meus tesouros.
         Rodrigo mandou também fotos para o Ricardo, o Ricardo ao ver uma foto perguntou:
          - É o Darth Vader ao vosso lado?
          - Sim na Comic Com do Porto, agora é em Lisboa.
         - Eu também gosto do Star Wars, claro a trilogia clássica e não a prequelas e não percebo a paixão pelo terceiro.
          - Exatamente, Anekin a ser Darth Vader por estupides.
          - Meu pai ainda me dizia sem perceber nada da História dizia que ele foi para o lado negro para salvar os filhos.
          - O teu pai percebe da coisa.
          - Estava a dar a trilogia pela primeira vez em 1991 eu tinha 15 e era primeira vez que via e ele para impressionar o filho mais novo contou esta História. – contou o Ricardo.
        - Qual o teu filme preferido da trilogia? – perguntou o Rodrigo.
       - Já que gostas tanto vamos dizer ao mesmo tempo. – Brincou o Ricardo.
        - Ok. – disse o Rodrigo.
       “Star Wars 1977 “o primeiro de toda a saga, disseram os dois ao mesmo tempo.
           A conversa durou horas e a música que eu metia para este momento era o Claire da Lune do pianista Claude Dabussy, se é assim que se reencontra um amigo, irmão, então a vida é mesmo espetacular.
 
         
 
           Continua...

 

 

 

 

 

 

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