Capitulo catorze - Aqui podia ser o fim desta História mas ainda não é….
- Eu vou voltar aos Açores. –
disse o Ricardo deitado na cama ao lado do Rodrigo, foi feita para que o Mendes
dormisse lá em casa. – Tenho saudades da minha família.
- Eu sei, só que estou habituado a viver
contigo, eu nunca tive um irmão a não ser raparigas.
- Sim a Lurdes, já eu sei o que é
ter irmãos, mas não um gémeo, igual a mim. – disse o Ricardo deitando-se
olhando para o teto. – Batman do Tim Burton.
- O quê?!
- O poster no teu teto. – respondeu o
Ricardo apontando para o teto.
- Sim era o meu filme preferido em
puto, agora é o meu filme preferido de super-heróis.
- O meu filme preferido de puto
ainda é mas de super heróis, é o primeiro filme real das tartarugas ninja.
- Muito me contas. – disse o Rodrigo
se deitando melhor gemendo de dores. – tive pena de não ter ido ao museu e
principalmente conhecer o realizador Hayao Miyazaki, bem a vida não pode ser
feita só de sonhos.
- Pois não.
Rodrigo partiu, prometendo voltar, as
horas no avião parecia que demoravam a passar, quando chegou a porta de casa
respirou fundo e bateu a porta e ouviu a esposa para entrar, ele entrou
dizendo:
- Olá Teresa
- Ricardo, chegas assim sem avisar,
João e Rúben o Pai chegou.
Eles saíram da sala e entraram na
cozinha e quando viram o pai, correram para o abraçar.
Rodrigo quando chegou a casa foi
paparicado pela a família, Ricardo tinha saudades da sua família, por isso
decidiu voltar para casa quando viu que o Rodrigo estava bem.
- Então já vais? – disse triste o
Rodrigo.
Ricardo ao ver o seu novo irmão com lagrima
nos olhos fez lembrar o pai de ambos, ganhou coragem e contou tudo:
- Sabes que tens um sangue raro não
sabes?
- Sim e até nisso somos parecidos. –
sorriu o Rodrigo.
- Não foi por sermos parecidos, nem por
ser consciência….
- Não!!!
- …Deixa-me terminar por favor, foi porque
somos irmãos gémeos. – falou o Ricardo. – eles fizeram uns testes e
descobriu-se que somos da mesma família.
- Não percebo. – disse confuso o Rodrigo.
- Quando regressamos a Portugal eu fui a
maternidade aonde nascemos e descobri que a minha mãe teve gémeos, tua mãe
perdeu um filho e eles fizeram a maior maldade do mundo, roubaram-te a minha
mãe e deram a tua.
Rodrigo sentou-se numa cadeira e o
Ricardo continuou a contar macabra história.
-Por isso a tua mãe não te reconheceu
quando nasceste, por isso te sentiste sozinho e eu também durante este tempo
todo. – sorriu – por isso querias ir aos açores, tu és de sangue açoriano,
sangue de Atlântida.
- Dás-me um abraço meu irmão. – Pediu o Rodrigo sorrindo.
- Claro meu irmão. – disse o
Ricardo.
Os dois irmãos se abraçaram ali
mesmo.
Passado 1
anos
Nunca se descobriu a verdade, a
enfermeira que fez a troca, tinha ido para a reforma e nunca mais se ouviu
falar dela. Ricardo e Rodrigo por uma murada foram ter com ela, mas ao verem
que ela tinha uma filha e uma neta, desistiram de confronta-la.
Os dois fizeram o teste de DNA e
confirmou-se que eram irmãos gémeos, a família do Ricardo aceitou de braços
abertos o filho desaparecido. Fizeram uma festa grande para o receber, Rodrigo
ao ver a sua mãe triste num canto com um copo de sumo foi ter com ela e
perguntou:
- Então senhora Moniz porque estás
triste?
- Eu não estou triste, só que
agora que encontraste a tua verdadeira família vais deixar de gostar dos Moniz
de mim.
- Mãe ouve, aconteça o que
acontecer, tu senhora Moniz, serás sempre a minha verdadeira mãe.
Eles os dois se abraçaram, Rodrigo
não podia esquecer que foi ela que tomou conta dele, mudou as fraudas, deu de
amamentar, dormir com ele quando estava com medo, defendeu do pai quando ele
fazia as asneiras, viu na universidade a tirar o curso de História, sim ela era
a sua verdadeira mãe.
Aqui podia ser o fim desta
História mas ainda não é….
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